terça-feira, 16 de junho de 2009

Nem Morto!


Alertado para este cartaz por uma caminhante fiel nesta marcha de promoção do Fumo, não posso deixar de lhe dedicar algumas palavras de sabedoria, já habituais neste espaço. E aconselho a que leiam e apreciem o excelente comentário da La payita no http://ogalodebarcelosaopoder.blogspot.com/2009/06/non-smoking-area.html.

1.º Mais uma prova em como os não fumantes, nem mortos, nos deixam em paz e que não têm mais nada para melhor lhes alimentar a alma, que não “picar os miolos” aos/às fumantes.

2.º A imagem não me parece muito esclarecedora em termos de se tratar, ou não, de uma área de não fumadores… Porquê? Porque não há nada que me indique que naquela zona de cruzes têm morada permanente um conjunto de ex-fumadores/as.

3.º Mesmo que todos/as os/as que ali estiverem forem ex-fumadores/as não é certo que seja uma zona sem fumo…as almas, como todos/as sabemos/as, não são possíveis de fotografar e, certamente, se o fossem estariam cobertas do doce aroma do fumo.

4.º Os cemitérios, pelo que sei, continuam a ser ao ar livre. Portanto, continuam a ser zonas de franco potencial para os/as fumadores/as (sem que estejam a entrar em incumprimento desta maravilhosa lei).

5.º Argumento essencial é que um/a fumador/a é sempre alguém de bem. Alguém que pratica o bem. Alguém que propaga e potencia o bem. Alguém que dissemina coisas boas e, por isso, tem lugar certinho no Céu. Ao ter lugar no Céu, não estaria ali debaixo daquela erva verde (ainda por cima sem estar sequinha - porque se o estivesse ainda podia ser fumada – e com aquele ar tão saudável que mete nojo), estaria isso sim na zona vip do Céu com vista directa para o Inferno para poder fazer fumo sempre que se quisesse.

6.º Imaginemos o mítico cemitério de Père-Lachaise, a mítica campa do mítico Jim Morrison… acham que é mesmo livre de fumo???

Só dá para dizer: “ Nem morto!!!”

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Frustração



Lidar com a frustração não é fácil, mas é ainda mais dificil neste caso em concreto.

Não ter uma coisa.
Consegui-la.
E não podermos gozá-la?

Irra. Ca nervos!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

XUTOS. Porque às vezes os nossos gritos têm de ser mudos!

Neons vazios num excesso de consumo
Derramam cores pelas pedras do passeio
A cidade passa por nós adormecida
Esgotam-se as drogas p'ra sarar a grande ferida

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão

E o coração aperta-se e o estômago sobe à boca
Aquecem-nos os ouvidos com uma canção rouca
E o perigo é grande e a tensão enorme
Afinam-se os nervos até que tudo acorde

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão

E a noite avança, e esgotam-se as forças
Secam como o vinho que enchia as taças
E pára-se o carro num baldio qualquer
E juntam-se as bocas até morrer

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga com toda a razão

domingo, 3 de maio de 2009

P'ras mães fumantes

O que está por trás de uma senhora com esta idade a fumar vai ficando na cabeça, nos olhares e nos estereótipos de cada um/a.
Para mim, o retrato imediato é o de uma mulher de armas, corajosa que enfrentou constrangimentos diários para poder alimentar e manter este hábito. Surge-me alguém com ideais fortes, convicções e sentimentos vividos intensamente.

Será que é Mãe?

sábado, 25 de abril de 2009

Licença para fumar

“Em Portugal, durante o regime do ditador Salazar, as pessoas precisavam de uma licença para o uso de isqueiros. Essa licença, um pequeno papel oficial emitido pelo governo, custava 10 escudos e deveria ser transportado pelo dono do isqueiro. Em caso de falta da licença, o portador do isqueiro era multado em 250 escudos. Se este fosse funcionário do governo ou militar, a multa poderia ser elevada para 500 Escudos. O dinheiro recolhido das multas, tal como da venda de licenças, era repassado à Fosforeira Nacional. Sendo que, no caso das multas, 30% era destinado ao autuante. Essa percentagem poderia ser dividida com o delator, caso esse existisse. Essas directrizes foram instituídas pelo Decreto-lei 28219 de novembro de 1937 e foram abolidas em maio de 1970” (em http://pt.wikipedia.org/wiki/Isqueiro ).

O regime político que criou leis tão extraordinárias como a licença de isqueiro, foi abolido a 25 de Abril de 1974.

E agora, caros/as fumantes, parece-me que estamos quase num “Conta-me como foi” diário, real e actual que mais parece um “Diz-me como vai ser”…

Agora, como antes, faz sentido continuar nesta luta e nesta revolução diária!

Já não me espantaria muito se saísse um Decreto-Lei que obrigasse a uma licença de isqueiro, de fósforo, de maços de tabaco ou de cigarreiras…Talvez para proteger uma outra empresa qualquer, tal como o regime ditatorial protegia a Fosforeira, que naquela altura detinha o monopólio do fabrico de fósforos.

Por isso, hoje e todos os dias, devemos continuar a gritar bem alto:

25 DE ABRIL SEMPRE!
FASCISMO NUNCA MAIS!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vinganças

Muitas vezes, é nos pequenos pormenores dos outros que se identificam as suas fragilidades e também as suas potencialidades. É também, muitas vezes, através desses pormenores que pequenas vinganças se podem construir.
Aqui vai uma pequena grande vingança de um sábio.
A ti Catizz, obrigado pela partilha do poema e pela lembrança deste espaço para o fazer.

"Um sábio
não sabia fumar cachimbo

mas a mulher do sábio sabia

quando o sábio chorava
por não saber fumar cachimbo
a mulher do sábio sorria

e assim durante meses e anos

até que
no dia em que o sábio sabia que morria
não disse à mulher que sabia
por isso quando ele chorava
a mulher do sábio sorria"

(António José Forte)

domingo, 5 de abril de 2009

Não se pode fumar...

Geniais (como quase sempre) os Contemporâneos no sarcasmo acerca da proibição de fumar!
Vejam bem esta sequência: